Senzala

09 abr

Poema de Wagner Merije pubicado no livro “Viagem a Minas Gerais” (Aquarela Brasileira Livros) apresentado por Lorraine, de Anápolis/Goiás

 

Há muito tempo que eu ouço

O som da senzala

Som de corpo, som de vida, som de alma…

Tem os cantos de dor, a batida do tambor e a lei da bala

Senzala que apenas mudou de endereço, senzala

Hoje tem um beco na porta da sala

Há muito tempo que eu só durmo

Com o som da senzala

Há muito tempo que eu ouço

O som da senzala

Respeito por essas pessoas

Que tocam as suas vidas com muita música,

Música que soa

Profunda como toda história vivida

Senzala que apenas mudou de endereço, senzala

Hoje tem um beco na frente da sala

Há muito tempo que eu durmo

Com o som da senzala

Há muito tempo que eu ouço

O som da senzala

Tem os cantos de dor, a batida do tambor e a lei da bala