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Festivais Literários na economia da cultura


05 nov

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A Frente Cultural do Dia Mundial da Língua Portuguesa vem por meio deste convidar-te para participar do Webinário

Festivais Literários na economia da cultura

A conversa contará com representantes de festivais no Brasil, em Portugal e na África.
Data: 18/11/2020
18h30 (Hora de Brasília) / 21h30 (Hora de Lisboa)
A moderação está a cargo de Wagner Merije

Wagner Merije é jornalista, poeta, escritor, editor, gestor cultural e doutorando na Universidade de Coimbra. Entre seus livros estão O Cotovelo Kovid (2020), Psyche & Hamlet vão para Hodiohill (2019) e Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013. Editou obras de Fernando Pessoa, Camões, Camilo Pessanha, João José Cochofel, entre outros.

Romancista, historiadora e tradutora, Ana Filomena Amaral natural de Avintes, Vila Nova de Gaia, é mes¬tre em História Económica e Social Con¬temporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, possui o cur¬so de pós-graduação em Ciências Docu¬mentais/Biblioteconomia, e uma larga experiência como intérprete e tradutora de várias línguas europeias, mantendo particular contacto com a língua alemã. Ana Filomena Amaral é autora de 13 obras, entre ficção e investigação histórica. “Gelos” é o segundo volume da trilogia “Mãe Nossa”, iniciada com “O Diretor” dedicada à Terra, que se completará com “Desertos”. Participou em vários festivais literários internacionais: Bookworm, Pequim, 4ª edição do Festival literário EU/China, Pequim, em representação de Portugal, Jaipur Literature Festival em janeiro de 2020, entre outros.

Afonso Borges é gestor cultural, escritor e jornalista. Criou, em 1986, o projeto “Sempre Um Papo” e, em 2012, o “Fliaraxá” (Festival Literário de Araxá), nos quais também é Curador. É comentarista da Rádio BandNews Belo Horizonte, com o programa “Mondolivro” e colunista no portal do jornal “O Globo”. Tem publicados 6 livros, entre eles, o infantil “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” (Sesi-SP Editora) e de contos, “Olhos de Carvão” (Record). É curador do Portal Mondolivro onde reúne toda a sua produção intelectual e profissional.

Filinto Elísio é poeta, novelista, colunista e ensaísta cabo-verdiano. Autor de livros de poesia, crónica e ficção, é membro e cofundador da Academia Cabo-verdiana de Letras. É editor na Rosa de Porcelana e organizador do Festival de Literatura-mundo do Sal.

Mais informações: http://dmlp.utopia.com.br

Os webnários já realizados podem ser vistos no link www.youtube.com/c/FrenteCulturaldaLínguaPortuguesa

Apoio: Aquarela Brasileira Multimedia
www.aquarelabrasileira.com.br

O ser humano é um selvagem fugindo da educação


29 jun

Eles param um preto na beira da estrada na boca da noite, altas horas Eles cercam o preto que voltava para a casa E derrubam o preto na terra seca O preto é pacífico e não reage Foi pego de surpresa O preto cai de cara no chão duro Enquanto os três homens riem Um quarto homem acelera o carro e joga fumaça preta na cara do preto para delírio dos quatro homens que riem, riem muito Eles filmam a fumaça espessa atirada na cara do preto que ainda mais preto, atordoado e intoxicado parece completamente perdido Eles filmam tudo cada um com seu iphone novo e riem, riem, riem enquanto atacam o preto da estrada Será que estão bêbados? Será que são brancos? Será que são ricos? Me pergunto enquanto chutam o preto O que sei é que são infames! E cospem no preto E filmam tudo E compartilham nas redes sociais rindo, rindo muito Urinam na cara intoxicada do preto Cospem no preto Batem no preto E ainda dizem: Seu preto! Quem eles pensam que são? Quem lhes deu esse direito? O que eles têm na cabeça? Por que se comportam assim? Ainda dizem que não há racismo. Ah, isso é só brincadeira de menino O diabo tentou E eles caíram. Mentira! Mentira! O preto estava no caminho De homens maus e sem caráter. Assassinos! Covardes! Covardes! Quatro contra um indefeso Desamparado e sozinho Assaltado no meio do caminho Eles se acham superiores Eles têm sangue nas mãos Eles não se importam Eles têm advogados bons E dizem que não há racismo E riem, riem, riem Sabendo que farão de novo E seguirão impunes Tem sido assim há tantos séculos Tem sido assim com negros, indígenas, refugiados, mulheres Tem sido assim e o mundo é cego Me revolto, me debato Mas não sou o preto não Sou apenas um indignado em um mundo em que o ser humano é um “selvagem” fugindo da educação

29/06/2020, Coimbra, no Portugal que escravizou pretos, a partir de um vídeo visto no facebook, e depois de George Floyd e tantos outros trucidados pelas estradas escuras da vida bandida, no Brasil, na África e por aí afora De Wagner Merije (em construção)