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70 x Caio Fernando Abreu com poemas de Wagner Merije


25 set

70xCaio_Editora Patuá

Olha que coisa linda: a poesia de Wagner Merije está nesta bela obra em que setenta poetas homenageiam Caio Fernando Abreu.

A coletânea 70 x Caio, lançada pela Editora Patuá, é uma iniciativa do Davi Kinski e, inicialmente, tinha o objetivo de homenagear os 70 no nascimento do escritor, falecido em 1996.

Mas o tempo passou e esse livro, que celebra a diversidade — de vozes, mas sobretudo da vida — chega no momento certo. São vozes que evocam a poesia para falar de amor, liberdade, verdade e vida.

Lista dos autores que se encontram nessas páginas:
Wagner Merije | Marcos Lemes | Bruno Bossolan | Marcelo Ariel |Luis Guilherme Libório | Adriane Figueira | Beth Brait Alvim | Aires Mourinho | Marcos Fábio de Faria | Léo Ottesen | Nay Harrison de Lucena | Rita Maria Kalinovski | Lívia Aguiar | Davi Kinski | Emuah, Paula Valéria Andrade | Roger Willian | Michelle C Bus | Laura Castro | Camila Morgana Lourenço | Marcio Markendorf | Rosana Mercia Valentim | Daniel Valente | Gabriel Felipe Jacomel | Rodrigo Novaes de Almeida | Maya Falks | Juliana Maffeis | Jana Lauxen | Pierre Rinco | Simone Henrique | Viviane Castelleoni | Daniel Perroni Ratto | Adriana Caló |Greta Benitez | Pedro Tostes | Rosana Piccolo | Alessandro Sbampato | Rosana Banharoli | Juliano Caravela | Jr Bellé | Raul Almeida | Carolina Montone | Marina Moura Barreto | Sergia A. | Cesar R. Pontual(Bruno César Martins Rodrigues) | Cássio Junqueira | Jayme Serva | Rosana Barroso Miranda | Alice Yumi Sakai | Maria Vânia Bandeira de Matos | Cleyton Cabral | Franck Santos | Gilmar Junior | Teofilo Tostes Daniel | Vanessa Molnar | Jorge da Matta | Bruno Borin Boccia | Bruno Candéas | Ozeias Alves | Daniel Viana | Paulo César de Carvalho | Luiza Cunha | Clóvis Struchel.

Aniversário


14 ago

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino.
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui. . .
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!. . .

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!. . .

 

 

Álvaro de Campos, 15-10-1929. 1ª publ. in Presença, nº 27. Coimbra: Jun.-Jul. 1930.

Em palavras, em Coimbra, em Lisboa


15 out

livro Coimbra em Palavras_Todos juntos

Coimbra em palavras – Lançamento em Lisboa (malta)

Coimbra em palavras Lançamento em Lisboa + Wagner Merije

Vídeos: @partilheconteudo

Coimbra em Palavras reúne 34 autoras e autores (de todos os continentes) para celebrar a multifacetada cidade de Coimbra

LANÇAMENTO EM LISBOA
13/10/2018 – Livraria Tigre de Papel – Rua de Arroios 25, 1150-053

Coimbra é eterna e misteriosa e aqui é apreciada de forma criativa através das palavras de Poeta G, Rita Gomes, Ricardo Almeida, Élia Ramalho, Raquel Lima, Wagner Merije, Marie Claire De Mattia, Bruno Mendonça, Marina Alexiou, Tiago Miguel Knob, Hérica Jorge, Fábio Lucindo, Elaine Santos, O Urso, Helen Maia, Jairo Fará, Julie-Cerise Gay, Zhang Qinzhe, Aline Ferreira, Vittorio Aranha, Moema Najjar, Rafael Cheniaux, Paula Machava, Sérgio Fagundes, Clara Pereira, Laylla O’Neall

mais
Luís Vaz de Camões, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Gregório de Matos, Gonçalves Dias, Tomás Antônio Gonzaga

Prefácio: José Augusto Cardoso Bernardes Posfácio: Adriana Calcanhotto
Organização e edição: Wagner Merije

Coimbra em Palavras faz parte de uma coleção da Aquarela Brasileira Livros, editora sediada em São Paulo e que chega agora a Portugal, que apresenta histórias afetivas de cidades, estados e países, pela visão e sentidos de quem vive e se reconhece em suas ruas, casas, esquinas e bares

Saiba mais em www.aquarelabrasileira.com.br/coimbra-em-palavras

Para comprar o livro, faça contato: faleaquarela@gmail.com

Penas, Fluidos e Bisturis, livro multimedia coletivo


08 jan

Penas Fluídos e Bisturis

 

No dia 16 de janeiro de 2018 o espaço literário mais icônico da avenida Paulista, a Casa das Rosas, recebe o lançamento do livro Penas, Fluidos e Bisturis, organizado por Rogerio Bessa Gonçalves e realizado em co-autoria com Daniel Arruda, Gabriel Stroka Ceballos, Leo Mackellene, Luís Fernando Pereira, Marcos Maia, Pedro Hutsch Balboni, R. M. Trevisan, Renato Zapata, Ricardo Kelmer, Tati Filinto, Thiago Romaro e Wagner Merije.

“Da imagem ao texto e não o seu contrário. Esse foi o convite do artista plástico Rogerio Bessa Gonçalves a doze autores. Treze imagens, mais uma, resultaram num livro-diálogo entre áreas acostumadas, dentro do universo literário, com o movimento inverso: ilustração pensada a partir da palavra escrita. Aqui, os autores produziram contos e poesias inspirados nos trabalhos com técnica de carvão, aguada de café e aquarela.”

Wagner Merije participa com os contos “Cão de guerra” e “O dia em que Patricia fez uma revelação”.

Uma realização do Coletivo Supernova.

Preço do livro: R$ 35,00
(serão aceitos cartões de débito e crédito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo)

As ilustrações emolduradas estarão à venda por R$ 350,00 acompanhadas de um exemplar do livro.

Esperamos todos por lá!!

Nem desconfia


12 out

Todo o poeta quando preso
é um refugiado livre no universo
de cada coração
na rua.
O chefe da polícia
de defesa da segurança do estado
sabe como se prende um suspeito
mas quanto ao resto
não sabe nada.
E nem desconfia.

Um poema de José Craveirinha

José Craveirinha, por Fabiana Miraz de Freitas Grecco

José Craveirinha, por Fabiana Miraz de Freitas Grecco

Merije em La Garçonnière


17 set

O poeta Wagner Merije participou do evento La Garçonnière apresentando seus poemas.
Foi no dia 16/09/2017, no Estúdio Lâmina, no centro de São Paulo.

 Wagner Merije_La Garçonnière_16:09:2017_Estúdio Lâmina1
Wagner Merije_La Garçonnière_16:09:2017_Estúdio Lâmina2
História
1917:
Rua Líbero Badaró, 67, no 3º andar, sala 2: endereço onde Oswald de Andrade (1890-1954) manteve, entre 1917 e 1918, no Centro de São Paulo sua Garçonière (quase 100 anos depois de alterações, o número atual é 452). Com algumas telas de Di Cavalcanti e Anita Malfatti nas paredes, o espaço era ponto de encontro entre seus amigos e sua amante, Maria de Lourdes Pontes, uma estudante de 16 anos, do Colégio Caetano de Campos, chamada por Oswald de Miss Cyclone. O fato de ir sozinha à Garçonière regularmente, sendo uma adolescente, fascinava os que mais frequentavam aquela Garçonière: Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Di Cavalcanti, Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, entre outros. No “covil da rua Líbero” (como a Garçonière era chamada pelo autor de Memórias Sentimentais de João Miramar), entre muita discussão, brigas, amores e manuscritos pelo chão, ao som de uma Grafonola Columbia e poucos discos, aconteceu o grande ensaio do que seria a Semana de Arte Moderna de 1922. Parte do que fizeram foi contado num livro de registro de impressões: O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo, batizado por Pedro Rodrigues de Almeida, um dos habitués. Relatório de surrealidades, o livro-caixa-de-surpresas (apelidado anos depois por Haroldo de Campos), totalizou 203 páginas preenchidas com ditos e desditos, trocadilhos, piadas, desenhos, recortes, caricaturas, poemas, quase-poemas e uma “troca de correspondências” entre os frequentadores da Garçonière, que usavam apelidos: Oswald era Garoa e Miramar; Deisi era Miss Cyclone, Miss Tufão, Miss Terremoto, Tufãozinho ou Gracia Lohe; Pedro Rodrigues de Almeida era João de Barros); Monteiro Lobato era Frei Lupus Ancilóstomo, Conselheiro Acácio, Chico das Moças, Lobe, Rowita, Constante Leitor, Cuscus, Tutu Lambari e Zé Catarro; Menotti del Picchia era Paulo; o poeta Guilherme de Almeida era Guy e o desenhista Ignácio da Costa Ferreira era Ferrignac, Ventania e Jeroly. Os frequentadores do retiro oswaldiano anteciparam a era modernista, inaugurado naquele livro-objeto, “o cardápio perfeito para o banquete da vida”, como escreveu Guilherme de Almeida. A Garçonière não existiria sem o livro de registro, assim como não existiria sem Oswald. Nas folhas do livro-caixa-objeto, Oswald compôs o primeiro esboço do seu romance “Memórias Sentimentais de João Miramar”, publicado em 1924, a mais experimental obra da literatura modernista. Como todos os transformadores, Oswald de Andrade fundiu vivência e obra na experiência literária: arte & fraternidade. A grande obra é vida.

2016:
Avenida São João, 108, quarto andar, esquina com a Rua Líbero Badaró, num prédio muito parecido ao da Garçonière oswaldiana, o Escultor Social e Curador Luciano CortaRuas e o Editor e Poeta Vanderley Mendonça inauguraram uma Garçonière (exatos cem anos depois da inauguração do Cabaret Voltaire, em Zurique) e apenas a cem metros de onde funcionou a de Oswald de Andrade, entre 1917 e 1918.
A Garçonière do século XXI, que tem um leve tempero Dadá, abriga amigos, poetas, escritores, artistas e convidados numa das salas do Estúdio Lâmina (galeria e ateliê que reúne artistas residentes de várias partes do Brasil e estrangeiros). Com o mesmo espírito modernista de paradoxo, fraternidade, arte & vida, os organizadores abrem as portas ao público uma vez por mês.

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LA GARÇONIÈRE, 13a. edição.
Curadoria de Luciano CortaRuas e Vanderley Mendonça

ARS POETICA
Claudio Willer
Wagner Merije
Jessyca Pacheco
Cide Piquet
Grace Kelli Perreira
Elisa Andrade Buzzo
Vanderley Mendonça
Luciano CortaRuasMÚSICA :
ABC LoveLIVROS:
Ed. Editora Benfazeja:
Gravuras Japonesas/Japanese Prints, de John Gould Fletcher (tradução Anderson Lucarezi e Lucas Zaparolli de Agustini,Selo Demônio Negro:
* Cântico de Orge, de Bertolt Brecht (Trad. Matheus Guménin Barreto)
*Dito ao Anoitecer, de Ingeborg Bachmann (Trad. Matheus Guménin Barreto)

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Sábado, 16 de setembro, das 20 h às 24 h
Estúdio Lâmina
Avenida São João, 108 – 4o. andar – São Paulo, SP
(Esq. Rua Líbero Badaró)
Entrada: R$ 15,00

Fotos: Grace Kelli Pereira

“São Paulo em palavras” no “Olhar TVT”


26 ago

Programa “Olhar TVT” sobre o livro “São Paulo em palavras”, que conta com 26 autores, e apresenta um saboroso documento literário atual e riquíssimo sobre a maior e mais controversa cidade do país.

Exibido em 25/08/2017 pela TVT

Wagner Merije é o organizador da obra, editor e participa como autor.

Saiba mais sobre o livro aqui

 

 

Oficina Torpedos no Sesc Palladium


16 mar

Foram dois dias de muitas trocas e criações. Uma turma de muitos talentos, madura e pronta para brilhar.

A oficina “Torpedos – Literatura na ponta dos dedos”, ministrada por Wagner Merije no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, nos dia 14 e 16/03/2017, foi um enorme sucesso.

Confira algumas imagens

Digas! Poesia falada com Wagner Merije


25 fev

O projeto Digas! Poesia Falada, do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, anuncia sua atração de março.

O poeta e criador multimídia Wagner Merije apresenta programa duplo no dia 15/03/2017.
Na primeira parte, Dei meu nome ao impossível e outros poemas em voz alta, faz uma interpretação de poemas de seu novo livro, a ser lançado em 2017.

Na segunda parte, Viagem a Minas Musical, encena um musical estruturado a partir de poemas do livro Viagem a Minas Gerais (2013) entrelaçado com canções de domínio público e de compositores como Clara Nunes, Milton Nascimento e o Clube da Esquina, Ary Barroso, Martinho da Vila, Caetano Veloso, Paulo Diniz, Wando e Ataulfo Alves, acompanhado da cantora e atriz Tâmara David e do músico Matheus Nascimento.

SERVIÇO
Digas! Poesia Falada com Wagner Merije + convidados
Data: Quarta-feira, 15/03/2017
Horário: 19h30
Entrada: gratuita
Informações: (31) 3270-8100
Pelo e-mail: faleaquarela@gmail.com
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro – Belo Horizonte

Saiba mais aqui: www.sescmg.com.br/wps/portal/sescmg/centrais/central_de_programacao/programacao_aberta/cultura+-+programacao/wagner+merije+e+convidados

Digas!_Sesc Palladium_site

Capítulo à parte – São Paulo em palavras


25 jan

Programa Capítulo a parte da TV Câmara São Paulo com o escritor Wagner Merije, organizador do livro “São Paulo em Palavras”.
Exibido em 25/01/2017, dia do aniversário de 463 anos da cidade de São Paulo

Primeiro poema: “Periferia”, de Alessandro Buzo
Segundo poema: “Adolescente”, de Selma Maria
Terceiro poema: “São Paulo é selva”, de Wagner Merije

Canal 61.4 (aberto digital)
Canais a cabo 7 (digital) e 13 (analógico) NET