José Saramago 20 Anos com o Prémio Nobel

10 jul

José Saramago 20 Anos com o Prémio Nobel_capa

Publicado pela Imprensa da Universidade de Coimbra o livro eletrónico “José Saramago: 20 Anos com o Prémio Nobel”, que reúne as comunicações apresentadas por ocasião do congresso com o mesmo nome.
MEU ARTIGO começa na página 789.
Realizado a 8, 9 e 10 de outubro de 2018, o congresso (o maior que alguma vez se fez sobre Saramago) permitiu atualizar e debater conhecimentos sobre praticamente todos os aspetos da vasta e multifacetada obra do escritor: os seus romances e os grandes temas que neles estão representados, as personagens e os seus modos de existência, a poesia e o teatro, a cronística e as adaptações da ficção a outras artes. No total, foram cerca de cinco dezenas de comunicações, da autoria de participantes oriundos de vários países, com destaque para Portugal e para o Brasil. São essas comunicações que agora se publicam, com acesso livre.

Para fazer o download, acesse um dos links abaixo:

http://monographs.uc.pt/iuc/catalog/book/57?fbclid=IwAR0RCKvHY0fwirXpBD67VH4_GK38q7WdPzlqP-Zp6fD7sJAtJdujv0JIr7g

José Saramago_20 anos com o Prémio Nobel_e-book

O ser humano é um selvagem fugindo da educação

29 jun

Eles param um preto na beira da estrada na boca da noite, altas horas Eles cercam o preto que voltava para a casa E derrubam o preto na terra seca O preto é pacífico e não reage Foi pego de surpresa O preto cai de cara no chão duro Enquanto os três homens riem Um quarto homem acelera o carro e joga fumaça preta na cara do preto para delírio dos quatro homens que riem, riem muito Eles filmam a fumaça espessa atirada na cara do preto que ainda mais preto, atordoado e intoxicado parece completamente perdido Eles filmam tudo cada um com seu iphone novo e riem, riem, riem enquanto atacam o preto da estrada Será que estão bêbados? Será que são brancos? Será que são ricos? Me pergunto enquanto chutam o preto O que sei é que são infames! E cospem no preto E filmam tudo E compartilham nas redes sociais rindo, rindo muito Urinam na cara intoxicada do preto Cospem no preto Batem no preto E ainda dizem: Seu preto! Quem eles pensam que são? Quem lhes deu esse direito? O que eles têm na cabeça? Por que se comportam assim? Ainda dizem que não há racismo. Ah, isso é só brincadeira de menino O diabo tentou E eles caíram. Mentira! Mentira! O preto estava no caminho De homens maus e sem caráter. Assassinos! Covardes! Covardes! Quatro contra um indefeso Desamparado e sozinho Assaltado no meio do caminho Eles se acham superiores Eles têm sangue nas mãos Eles não se importam Eles têm advogados bons E dizem que não há racismo E riem, riem, riem Sabendo que farão de novo E seguirão impunes Tem sido assim há tantos séculos Tem sido assim com negros, indígenas, refugiados, mulheres Tem sido assim e o mundo é cego Me revolto, me debato Mas não sou o preto não Sou apenas um indignado em um mundo em que o ser humano é um “selvagem” fugindo da educação

29/06/2020, Coimbra, no Portugal que escravizou pretos, a partir de um vídeo visto no facebook, e depois de George Floyd e tantos outros trucidados pelas estradas escuras da vida bandida, no Brasil, na África e por aí afora De Wagner Merije (em construção)

Dia Mundial da Língua Portuguesa

29 abr

Várias pessoas ligadas ao mundo da escrita, autores, professores e editores se preparam para a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, no próximo dia 5 de maio de 2020.

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O escritor, jornalista, editor e investigador na Universidade de Coimbra, Wagner Merije, faz parte da organização da Frente Mundial para celebrar esta data tão importante.

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Os encontros, que seriam presenciais, com mesas de discussão e apresentações, devido ao isolamento da pandemia, serão realizados online.

Confira vários depoimentos em vídeos curtos, de pessoas de países onde se fala português.

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Wagner Merije: https://flipgrid.com/0f032ce4

 

A dança dos vivos

27 abr

Posso te ajudar?
Publiquei esta pergunta hoje no facebook de coração e cabeça aberta. Uma experiência.
Alguém respondeu: Pode, declame um poema.
Logo várias ideias vieram e nasceu este poema, a queima roupa, e o vídeo veio como uma brincadeira para ilustrar, para aliviar estes tempos loucos de Covid 19.
Tudo muito simples, muito leve, apenas para arejar as mentes.
Pois bem, fiz com o coração, para todos vocês.
Conversem comigo. A gente cresce juntos. Deixe seu comentário. Se inscreva no canal do youtube. Partilhe.
Axé!

 

A DANÇA DOS VIVOS

 

Não há horizonte cego

Há sempre um lugar para chegar

Tirar os pesos dos ombros

Sentir o sangue circular

 

O sol já se levantou

É hora de acordar

Se até os mortos dançam

Eu também quero dançar

 

Belo é o desejo

Mais forte o sonhar

Abraçar alma e corpo

Saber se amar

 

Pernas para que te quero

Pés para flutuar

Se até os mortos dançam

Sinal de que a gente deve dançar

 

Nuvens cinzas

Encher o pulmão de ar

Sentir o toque fino

Da vida que ainda há

 

Abrir as portas do coração

Ver a brisa entrar

Se até os mortos dançam

Por que você não vai dançar

 

É uma roda, é uma ciranda

Um baile a preparar

Velhos, adultos, crianças

Cada um escolhe um par

 

Já choramos muito

Um dia novo acaba de chegar

Se até os mortos dançam

Nós também vamos dançar

 

 

Um poema de Wagner Merije

Coimbra, 27/04/2020 – Vai ficar tudo bem!

Livre improviso sobre imagens de minha cidade em “I Charleston Belo Horizonte”

Dia Mundial do Livro

24 abr

Dia Mundial do Livro_Coolectiva_Merije

No Dia Mundial do Livro, Wagner Merije lê o poema “Exilados”, a convite da revista portuguesa Coolectiva.

Veja aqui:

https://coolectiva.pt/2020/04/23/dia-mundial-do-livro-pedimos-a-7-leitores-para-nos-contarem-uma-historia/

Todos os caminhos levam a Coimbra

20 abr

“Todos os caminhos levam a Coimbra” é um curta-metragem concebido e sedimentado a partir da literatura que se respira em Coimbra, de Camões a Miguel Torga, de Florbela Espanca ao Poeta G, com reverência à sua História, Arquitetura, Meio Ambiente e Povo. Misto de documentário com ficção, traz histórias de criadores que habitam o imaginário desta que é uma das cidades mais enigmáticas de Portugal e do mundo. Com pitadas de mistérios e magia, pois “imaginar é sonhar”, como escreveu Almeida Garrett.

Este filme não é uma tentativa de contar a história de uma cidade, mas é, antes, uma forma livre de demonstração de carinho, uma via de experimentar suas utopias criadoras, nas palavras do Professor Doutor José Bernardes, que participa com depoimentos peculiares e profundos. Lembrando Camões, que toma corpo e alma na tela, “a verdadeira afeição na longa ausência se prova”.

Segundo Jacques Ranciere, “o cinema tem provado que a forma documental, na qual se organizam fatos comprovados, implica em invenções ficcionais mais ricas do que as necessárias para se criar uma ficção plausível. E o cinema mais interessante hoje é aquele que embaralha documento e ficção. A ficção não é o oposto da realidade, mas a construção de um senso de realidade”.

DURAÇÃO: 16’13”

ELENCO
Camões, Paulo Branco Lima (Camões redivivo), José Bernardes, Poeta G, Élia Ramalho, Antero de Quental, Florbela Espanca, Minerva, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Alexandre Herculano, Marquês de Pombal, Infante D. Henrique, Nun’Álvares Pereira, Tito, Loba do Capitólio, Penélope, Vitória de Samotrácia, Ulisses, D. João V, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Freddie Mercury, E.T.

EQUIPA TÉCNICA
Produção: Aquarela Brasileira Images
Roteiro & Direção: Wagner Merije
Câmeras: Aquarelistas
Edição: Daniel Quintela
Gravações de áudio: Vasco Otero / RUC

AGRADECIMENTOS
Universidade de Coimbra, 21ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra – Caminhos, José Augusto Cardoso Bernardes, Teresa Baptista, Grau, Paulo Branco Lima, Vasco Otero, Élia Ramalho, RUC, Domingues Pinto, Erick Morris, Roberta Scatolini, Dora Merije Scatolini Araujo, elenco, colaboradores e amigos.

INFORMAÇÕES e CONTATOS PARA EXIBIÇÕES
faleaquarela@gmail.com

Nos salva

26 mar

Nos salva, poema visual de Wagner Merije

 

 

 

Nos salva, poema visual de Wagner Merije

Sintomas de uma sociedade doente

04 mar
Foto: Wagner Merije

Foto: Wagner Merije

Camus wrote in The Plague about epidemics: “The evil that exists in the world almost always comes from ignorance, and goodwill without clairvoyance can cause as many disasters as evil”.

Camus escreveu em The Plague sobre epidemias: “O mal que existe no mundo quase sempre vem da ignorância, e a boa vontade sem clarividência pode causar tantos desastres quanto o mal”.

Coronavirus is not the disease, it is the symptom of a sick society.

O isolamento de nossos amigos e parentes, a solidão, o medo,

os dias sem trabalhar, sem produzir, sem existir

Hoje o circo midiático,

amanhã o lucro com a morte,

depois de amanhã, recomeçar…

Time is Money!

Disease is Money!

Fake News is Money!

Kill the Poor!

Coronavirus is not the disease, it is the symptom of a sick society.

 

A cena a seguir foi minuciosamente discutida às gargalhadas no Gabinete do Ódio:

Com as casas vazias sendo tomadas por novos moradores, se erguerão os sobreviventes a comemorar os novos tempos depois da peste

A esses – poupados -restará agradecer a Deus e servir aos assentados no poder da morte

 

 

Por Wagner Merije (texto e foto) (04/03/2020

IV Jornadas Internacionais José Saramago

04 dez

Wagner Merije participou da IV Jornadas Internacionais José Saramago, realizado pela Universidade de Vigo, na Espanha, entre os dias 02 a 04/12/2019.

Na ocasião o autor, que é investigador na Universidade de Coimbra, apresentou o artigo “José Saramago e Ignácio de Loyola Brandão: Das utopias à distopia: notas sobre poder e violência”.

Jornadas Saramago 2019_cartaz

Veja o vídeo aqui: https://tv.uvigo.es/video/5e1f47765095035d2551ad1b

Rolda de preguntas: https://tv.uvigo.es/video/5e1f47775095035d2551ad2a

Psyché e Hamlet vão para Hodiohill

12 nov

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Psyché e Hamlet vão para Hodiohill, novo lançamento da Aquarela Brasileira Livros, é uma história de amor em meio ao caos

 

* Obra selecionada para o Prêmio Oceanos 2020

 

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill, novo romance de Wagner Merije, conta a história de amor de duas almas sensíveis, P e H, que se conhecem num aeroporto, pouco antes de embarcarem rumo ao desconhecido. Mas os dois não seriam capazes de prever tudo que iriam viver em Hodiohill.

Em uma escrita ágil e inteligente, com pinceladas de humor, sentido de liberação e transfiguração, Psyché & Hamlet vão para Hodiohill convida leitores e leitoras para viverem uma história de amor carregada de aventura, suspense e grandes questionamentos existenciais.

Entre reviravoltas e situações insólitas e distópicas, o que está em jogo é o poder do amor e de que forma a Humanidade poderá salvar-se de inúmeros impasses.

O autor embaralha as fronteiras do gênero romance, mas por uma boa causa. Pelo olhar e vivências das personagens são abordados temas como a violência, o autoritarismo, o fanatismo religioso, o colonialismo, a xenofobia, o patriarcalismo, o machismo e padrões de relacionamentos afetivos.

Ao final de uma montanha russa carregada de adrenalina e fortes emoções, algumas perguntas ficam no ar, como: “de onde vem o ódio que tomou muitas vidas e países de assalto?”; “por quê perdemos tanto tempo com intrigas e guerras, quando a vida passa tão rápido e se esvai como uma chama?”

Psyché & Hamlet vão para Hodiohill é o segundo romance de Wagner Merije, autor de trabalhos diferentes e, ao mesmo tempo, em constante diálogo. Publicou os livros Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres (2017), Mexidinho (2017), Cidade em transe (2015), Viagem a Minas Gerais (2013), Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012) – finalista do Prêmio Jabuti 2013, e Turnê do Encantamento (2009). Além destas obras, participou de coletâneas, organizou, editou e prefaciou mais de duas dezenas de livros, entre os quais estão obras de Fernando Pessoa, Camões, Camilo Pessanha e João José Cochofel, e títulos como O garoto Regulus – Freireando a vida (2019), Coimbra em imagens (2019), Coimbra em palavras (2018), São Paulo em imagens (2017), São Paulo em palavras (2016), Trinta Anos-Luz – Poetas celebram 30 anos de Psiu Poético (2016) e Pelas periferias do Brasil vol. 6 (2016). É investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo publicado ensaios e artigos sobre literaturas de língua portuguesa, inglesa e grega. Saiba mais em www.merije.com.br

 

DADOS DO LIVRO
Título: Psyché e Hamlet vão para Hodiohill
Autor: Wagner Merije
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Gênero: Romance
Formato: 14 x 21 cm
Número de páginas: 164
ISBN: 978-85-92552-20-6
DL: 461950/19
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/psyche-e-hamlet-vao-para-hodiohill
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

 

LANÇAMENTOS/APRESENTAÇÕES
LISBOA/PT – 23/11/19 – sábado – das 16h30 às 18h30
Lugar Específico – Rua Actor Vale, nº 16 B

COIMBRA/PT – 26/11/19 – terça-feira – das 20h às 22h
Liquidâmbar – Praça da República nº 28 1º

PORTO/PT – 28/11/19 – quinta-feira – das 21h às 23h
Unicepe – Praça de Carlos Alberto, 128-A

SÃO PAULO/SP - 10/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h
Casa de Portugal -Av. da Liberdade, 602 – Bairro da Liberdade

SÃO PAULO/SP – 14/12/19 – sábado – das 13h às 15h
O Autor na Praça – Espaço Plínio Marcos – Praça Benedito Calixto – Vila Madalena

BELO HORIZONTE/MG – 17/12/19 – terça-feira – das 19h às 21h
Livraria do Belas – Rua Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes

BELO HORIZONTE/MG – 28/01/20 – terça-feira – das 19h às 21h
Asa de Papel Café & Arte – Rua Piauí, 631 – Santa Efigênia

SÃO PAULO/SP – 04/02/20 – terça-feira – das 19h às 21h
Patuscada Livraria, Bar & Café – Rua Luís Murat, 40 – Vila Madalena

*Programação sujeita a mudanças

 

Acompanhem tudo por aqui:
www.aquarelabrasileira.com.br/psyche-e-hamlet-vao-para-hodiohill